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Erivaldo Carvalho analisa a relação entre a Copa do Mundo e as Eleições

Aberta no dia 11, a fase de grupos da Copa do Mundo da Fifa de 2026 vai até o próximo sábado, 27, com as últimas partidas das chaves K e L.

Depois, vêm os confrontos letais. Quem ganha, segue. Quem perde, volta. O temido mata-mata vai até a grande final, no dia 19 de julho.

Com calendário menos rígido do que o torneio mundial de futebol, as eleições gerais deste ano no Brasil sequer montaram seus times.

No caso do Ceará, as dificuldades começaram já na formação dos grupos. Uns, inclusive, pediram para sair, antes mesmo de saberem contra quem iriam jogar.

Diferentemente dos protocolos da Fifa, os partidos políticos não fazem sorteio para saber os embates iniciais.

E como na política brasileira há muito mais jogadores – inclusive, pernas de pau -, do que na Copa do Mundo, são crescentes as dificuldades de escalação.

Mas, assim como a Fifa estabelece duelos finais, o dia da eleição é inevitável – o primeiro mata-mata será no dia 4 de outubro.

Por mais que os líderes sigam fazendo cera – na Copa, a atitude agora é punida -, o tempo está correndo. Estamos a menos de um mês para o início das convenções partidárias.

Nestas eleições, por enquanto, tem muito aquecimento e pouco toque de bola.

Aliás, jogador de futebol está cada vez mais parecido com político: muitos fazem corpo mole em campo, mas adoram uma entrevista.

Uma última observação, ainda nesta fase de grupo: há muitos políticos bichados, que nem deveriam estar na lista de convocados.

Uns insistem em entrar em campo. Mas se chamar o VAR, talvez nem fiquem dentro das quatro linhas até o apito final.

Por Erivaldo Carvalho, no Poder News

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