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Inadimplência cresce no Ceará e aumenta pressão sobre o orçamento das famílias.

O comércio cearense atravessa 2026 com dois indicadores caminhando em direções distintas. Enquanto as vendas mantiveram ritmo de crescimento acima da média no primeiro semestre, a inadimplência voltou a ganhar força em julho, ampliando a pressão sobre o orçamento das famílias e colocando o crédito no centro das preocupações para os próximos meses. Em julho, o número de consumidores negativados no Ceará cresceu 6,4% em relação ao mesmo mês de 2025. Embora inferior à expansão nacional, de 7,8%, o resultado representa uma nova aceleração após a perda de ritmo observada no mês anterior.

Os dados fazem parte da edição de agosto do Radar do Varejo Cearense, publicação da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE), em parceria com o SPC Brasil. O levantamento reúne indicadores sobre crédito, consumo e atividade comercial no Estado.

Além do aumento da quantidade de pessoas com restrições, o valor das dívidas também avançou. Em julho, cada consumidor negativado no Ceará devia, em média, R$ 4.767, considerando a soma dos compromissos em atraso. Um ano antes, esse montante era de R$ 4.436, diferença de R$ 331 — alta nominal de aproximadamente 7,5%.

O tempo de permanência das dívidas chama atenção. Do total de consumidores negativados, 9,9% possuíam compromissos vencidos havia até 90 dias. Na outra ponta, 25,8% carregavam débitos com atraso entre quatro e cinco anos, indicando a existência de uma parcela de dívidas de difícil regularização.

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