Augusto Cury denuncia ‘interferência direta ou indireta’ do algoritmo da META no alcance de posts nas redes sociais
O candidato à Presidência da República Augusto Cury, do Avante, afirmou, em documento divulgado na quinta-feira (17/9), que influenciadores digitais estão obtendo índices de entrega desproporcionais às suas bases de seguidores quando publicam conteúdos com teor político em seus perfis nas redes sociais.
O candidato argumenta que o impulsionamento pago de conteúdos só é permitido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) quando contratado diretamente por candidatos, partidos ou coligações, “e apenas para promover a própria candidatura, nunca para atacar adversários”.
Com base em postagens publicadas no Instagram, Cury levanta a hipótese de uma “interferência direta ou indireta” do algoritmo da Meta — que controla redes como o Instagram e o Facebook — no alcance dos posts.
“É preferível uma TV aberta e uma imprensa livre ao controle dos algoritmos nas redes sociais. A ditadura dos algoritmos está fomentando o radicalismo no mundo todo, pois é preciso ser polêmico e promover discursos de ódio para obter mais visualizações”, afirmou Cury.
Veja os perfis citados por Cury
Para embasar a tese de interferência da Meta, o candidato cita o exemplo de um post da criadora de conteúdo Morgana Klein, que obteve 1,5 milhão de visualizações em um vídeo publicado no Instagram em que diz não gostar do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Cury aponta que outros conteúdos publicados pela influenciadora exibem contagens menores de visualizações.
Cury também menciona o suposto uso de conteúdo religioso e político no mesmo perfil pelo influenciador Padre Fabiano Moura. O candidato ressalta que a grade de posts do criador de conteúdo reúne publicações religiosas, pessoais e políticas, e que um vídeo sobre as eleições se mostra “fora do convencional para o tamanho do perfil”.
Ao denunciar a suposta existência de vídeos com contagens superiores à base do perfil, Cury usa o exemplo de um vídeo da influenciadora Mari Miola sobre a crise no STF (Supremo Tribunal Federal). O candidato destaca que o número de visualizações de alguns conteúdos é muito superior ao total de seguidores.
Para Augusto Cury, esses e outros conteúdos “parecem estar recebendo um impulsionamento extra por parte da Meta”, o que, segundo ele, “levanta questões importantes sobre transparência algorítmica, isonomia na campanha eleitoral e o papel das big techs no processo democrático”.
Pedido de auditoria
Nesta quinta-feira (17), Augusto Cury pediu uma auditoria da Meta. Ele afirma que, entre os dias 16 e 29 de agosto, houve aumento de aproximadamente 2,5 milhões de seguidores no Instagram, e que a média de publicações diárias mencionando o candidato havia crescido de 1,2 mil para 48,6 mil.
Já no final de agosto, Augusto Cury diz que a trajetória se inverteu, e que um levantamento de 14 de setembro indicava a perda de 65,1 mil seguidores e engajamento de apenas 0,16%.
Levando em conta esses números, Cury solicitou publicamente que a Meta preserve todos os registros técnicos referentes à distribuição de conteúdos políticos relacionados à candidatura desde 1° de agosto. Ele pede ainda que a empresa compare números dos períodos de 16 a 30 de agosto com 1° a 15 de setembro.
Fonte: R7.com



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