Cid Gomes critica relação entre Banco Central e sistema financeiro e questiona política de juros
O senador cearense Cid Gomes fez duras críticas à atuação do Banco Central do Brasil e à sua relação com o Sistema Financeiro Nacional, que engloba bancos, Bolsa de Valores e corretoras de investimento.
Segundo o parlamentar, há uma relação de “promiscuidade” entre o Banco Central e o mercado financeiro, que, na avaliação dele, se beneficia diretamente da atual política de juros. Cid destacou que taxas em torno de 15% ao ano fazem o governo federal gastar mais de R$ 1 trilhão anualmente apenas com o pagamento de juros da dívida pública, recursos que, segundo ele, acabam sustentando a especulação financeira.
Durante sua fala, o senador também citou o chamado caso Master como exemplo do que considera uma atuação condescendente do Banco Central. Na avaliação de Cid Gomes, a postura do órgão regulador diante do episódio reforça a percepção de alinhamento excessivo com interesses do sistema financeiro.
Cid afirmou ainda que o empresário responsável pelo banco envolvido no caso, Varcaro, teria se beneficiado de relações políticas em Brasília e mantido sua posição de grande fortuna sem, segundo o senador, sofrer consequências proporcionais à gravidade das denúncias. As declarações refletem a posição crítica do parlamentar em relação ao atual modelo de regulação financeira e à política monetária adotada no país.
As falas do senador se inserem em um debate mais amplo sobre o papel do Banco Central, a autonomia da instituição e os impactos da política de juros elevados sobre as contas públicas e a economia brasileira.



Publicar comentário