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Erivaldo Carvalho analisa “O risco de entrar em campanha precisando se explicar”

Em linhas gerais, governo e oposição tentam seduzir o eleitor a partir de dois eixos: quem está no poder mostra o que fez e promete mais; quem quer chegar lá faz duras críticas e promete fazer melhor.

Mas isso é o básico. Há algo entrelaçado a essas estratégias, muito perigoso para ambos os lados e que costuma comprometer a comunicação política na primeira fase da campanha eleitoral.

Acertou quem pensou em denúncias, crises internas e impasses em geral. Permitir que estas e outras questões políticas inconvenientes adentrem o período de pedido de voto, propriamente, pode ser fatal.

A questão é prática. Com campanhas muito curtas – em torno de 45 dias, a partir de meados de agosto -, cada dia a mais dando explicações é uma dia a menos de difusão de propostas.

Dependendo das variáveis e contextos envolvidos, algumas denúncias, crises e impasses têm validades incertas. Podem durar horas, dias ou semanas. Na média, somente pesquisas conseguem identificar.

Há grupos políticos que rapidamente conseguem debelar tais situações. Há outros que patinam, passam a improvisar e entram no modo desespero.

NO CEARÁ
Em se tratando da disputa no Ceará, cada lado carrega seus fardos.

O governador e pré-candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), é alvo de críticas da oposição nas áreas da segurança pública e questões fiscais, entre outras.

No setor político da pré-campanha do petista, ainda é nebuloso o debate interno sobre a formação da chapa majoritária. Particularmente, envolvendo o senador Cid Gomes (PSB).

O pré-candidato Ciro Gomes (PSDB) deverá enfrentar a pecha de bolsonarista, algo aparentemente já definido como estratégico pelo grupo governista.

Além disso, também há impasses nos bastidores da pré-campanha do tucano em relação à oficialização da chapa – tanto que ainda não foi anunciada.

Consultores políticos de ambos os lados já devem saber o que fazer para minimizar os próprios gargalos e potencializar os do adversário.

É para isso que são muito bem pagos.

Por Erivaldo Carvalho, no Poder News

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