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Hospital Estevam Ponte realiza primeira colecistectomia por videolaparoscopia e inaugura nova etapa na assistência cirúrgica em Sobral

O Hospital Municipal Dr. Estevam Ponte (HMEP), em Sobral, realizou nesta quarta-feira (28/10) a primeira colecistectomia por videolaparoscopia de sua história, cirurgia para retirada da vesícula biliar feita por vídeo, sem a necessidade de um corte aberto maior. O procedimento marca o início de uma nova etapa na assistência cirúrgica da unidade, administrada pelo Instituto de Gestão e Cidadania (IGC Brasil).

Por ser minimamente invasiva, a técnica permite incisões menores e geralmente proporciona menos dor no pós-operatório, além de reduzir o trauma cirúrgico e favorecer uma recuperação mais rápida. Dependendo da avaliação clínica de cada paciente, também pode haver redução do tempo de internação.

“Nosso objetivo é consolidar essa modalidade de atendimento de forma responsável e progressiva, ampliando o acesso à tecnologia conforme as condições operacionais do hospital e as necessidades da população. É um avanço que contribui para oferecer um cuidado mais moderno, seguro e humanizado aos usuários do SUS”, destaca o diretor médico do IGC Brasil, Dr. Jucá Neto.

Além do benefício direto ao paciente, a nova modalidade amplia as possibilidades de tratamento cirúrgico no hospital. Com menos tempo de internação, nos casos em que a evolução clínica permite, o hospital ganha mais agilidade na rotatividade de leitos e amplia a capacidade de acolher novos pacientes. A modernização também pode contribuir para uma assistência cirúrgica mais organizada em toda a rede.

Preparo da equipe e do centro cirúrgico
A implantação envolveu o alinhamento entre as equipes médica e de enfermagem, com foco na segurança do paciente, na organização dos fluxos assistenciais e na adequação dos processos de trabalho às particularidades da videolaparoscopia. O preparo incluiu ainda a familiarização com a tecnologia e a organização dos equipamentos e insumos necessários, para garantir uma atuação integrada durante o procedimento.

No centro cirúrgico, além da disponibilização da torre de vídeo e dos insumos específicos, foi preciso organizar o ambiente, adequando equipamentos, fluxos de trabalho e condições operacionais para o uso da tecnologia. As medidas priorizam a segurança do paciente, a qualidade assistencial e a eficiência dos processos.

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