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Claque política durante missa em Barbalha pega mal para Ciro e Elmano

A tradicional Missa de Santo Antônio, realizada no último domingo (31/5), em Barbalha, acabou marcada por um episódio constrangedor para a política cearense. Durante a celebração, apoiadores e aliados de grupos ligados ao ex-governador Ciro Gomes e ao governador Elmano de Freitas puxaram manifestações políticas dentro da igreja, obrigando a intervenção do diácono Rafhael Hernandez, que pediu respeito ao ambiente religioso.

O episódio pegou mal para os dois lados. Embora o ato não possa ser atribuído aos fiéis que estavam ali para participar da celebração, a claque formada por bajuladores de candidaturas transformou, ainda que por alguns instantes, um momento de fé em disputa de palanque.

Na Igreja Católica, padres, diáconos e fiéis podem ter suas preferências políticas, como qualquer cidadão. O que não cabe é transformar o rito litúrgico em espaço de campanha. A missa é um momento voltado à fé, à oração e à centralidade da vida, morte e ressurreição de Cristo — não à promoção de nomes políticos.

A presença de lideranças públicas em eventos religiosos tradicionais faz parte da vida social e política do Ceará. O problema começa quando aliados tentam medir força dentro do templo, confundindo devoção popular com ato de campanha.

Para Ciro, Elmano e qualquer outro pré-candidato, o recado que ficou da missa em Barbalha é simples: bajulação em ambiente sagrado mais atrapalha do que ajuda. Campanha eleitoral e celebração religiosa não devem ocupar o mesmo espaço.

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