Eleição de 2026 deve provocar renovação significativa na Assembleia Legislativa do Ceará
A renovação da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) deve ser uma das marcas da eleição de outubro de 2026. Diferentemente da disputa pela bancada federal, onde a força das emendas parlamentares favorece quem já exerce mandato, a corrida pelas 46 cadeiras da Alece tende a ser mais aberta.
A expectativa é reforçada pelo número de deputados estaduais que devem deixar a disputa pela reeleição para buscar outros caminhos eleitorais ou se afastar da vida parlamentar. Pelos nomes já colocados, nove dos 46 deputados estaduais não deverão disputar a recondução, o equivalente a 19,6% da composição da Casa.
Entre eles, cinco devem concorrer a deputado federal: Carmelo Neto (PL), Fernando Santana (PT), Lucinildo Frota (PL), Renato Roseno (Psol) e Stuart Castro (Republicanos). .
O presidente da Assembleia, Romeu Aldigueri (PSB), chegou a ser apontado como candidato a deputado federal, mas decidiu permanecer na disputa pela reeleição estadual.
Outro parlamentar que não deverá buscar novo mandato na Alece é Alcides Fernandes (PL), que mira uma candidatura ao Senado. Já Alysson Aguiar (PCdoB), Oriel Filho (PT) e Juliana Lucena (PDT) não deverão disputar cargos eletivos. Juliana, inclusive, assumiu em abril a Secretaria das Mulheres do Ceará.
A disputa pela composição da próxima legislatura também será influenciada pelas mudanças partidárias ocorridas durante a janela de migração. 15 dos 46 deputados estaduais trocaram de partido, modificando as bancadas e as estratégias das principais legendas para a eleição.
Com 46 vagas em disputa e a saída de nomes já consolidados, o cenário abre espaço para uma nova geração de candidatos e pode alterar de forma significativa a composição política da Assembleia a partir de 2027.



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