PIB do Nordeste se aproxima de R$ 2 trilhões com Ceará em destaque
A economia do Nordeste deve ultrapassar a marca de R$ 2 trilhões em 2027, segundo projeções do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), ligado ao Banco do Nordeste. O avanço representa mais que o dobro do registrado há pouco mais de uma década e reforça a crescente relevância da região no cenário nacional.
Em 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) nordestino girava em torno de R$ 724 bilhões. Em 2025, a estimativa já aponta para R$ 1,76 trilhão, mantendo uma trajetória de expansão puxada principalmente pelo fortalecimento da indústria, dos serviços, da infraestrutura e da geração de energia.
Ceará
Dentro desse movimento, o Ceará aparece entre os destaques. A projeção para 2027 indica um PIB de R$ 313 bilhões, colocando o estado como a terceira maior economia do Nordeste, atrás apenas da Bahia e de Pernambuco. O desempenho consolida o estado como um dos principais polos industriais e logísticos da região.
O avanço cearense tem sido sustentado por setores estratégicos como indústria de transformação, comércio, serviços, energia renovável e infraestrutura portuária. O Porto do Pecém, segue ampliando sua participação na movimentação de cargas e no escoamento de produção, fortalecendo o papel do Ceará como porta de entrada e saída de mercadorias no Nordeste.
No mercado de trabalho, a região também apresentou melhora. A taxa de desemprego caiu de 18,9% no início de 2021 para 8,4% no primeiro trimestre de 2026. Nos últimos 12 meses, mais de 347 mil empregos formais foram criados no Nordeste. O Ceará respondeu por 55 mil dessas vagas, ficando entre os três estados com maior geração de postos de trabalho.
A expansão da matriz energética é outro vetor importante. Nos últimos anos, o Ceará ampliou investimentos em energia solar e eólica, acompanhando o protagonismo regional na transição energética.
Mais
Além do Ceará, outros estados nordestinos também mantêm trajetória de crescimento. A Bahia segue na liderança econômica, com projeção de R$ 558 bilhões em 2027, impulsionada pela indústria, agronegócio e energia. Pernambuco na sequência, com estimativa de R$ 362 bi, apoiado pelo setor de serviços, do polo industrial e da logística portuária. O Maranhão deve alcançar R$ 200 bi com avanço do agronegócio e movimentação no Porto do Itaqui. Já Rio Grande do Norte e Paraíba devem se aproximar dos R$ 138 bi e R$ 135 bi, respectivamente, com crescimento apoiado em energia renovável, comércio e turismo. Alagoas, Piauí e Sergipe completam o mapa, mostrando que o crescimento nordestino tem se espalhado de forma mais equilibrada.
Fonte: O Otimista



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