Bastidores da Câmara: acordo pode levar Sidcley Filho à presidência em vários momentos
O radialista Oliveira Domingos, em sua coluna diária Caipora News desta quinta-feira (11/6), jogou luz sobre aquilo que muitos já comentavam nos bastidores da política sobralense: a desistência de Sidcley Filho da disputa pela presidência da Câmara Municipal pode não ter sido apenas um gesto de recuo político, mas parte de uma engenharia cuidadosamente construída para acomodar interesses dentro do grupo governista.
Segundo Oliveira, a composição que levou Sidcley a sair da corrida teria uma explicação prática: mesmo fora da disputa direta, o vereador poderá assumir a presidência da Casa em diferentes momentos, caso Chico Júnior, apontado como nome preferido para comandar o Legislativo no biênio 2027/2028, precise se ausentar.
E é aí que a história ganha contornos ainda mais curiosos. Nos bastidores, circula a informação de que Chico Júnior deverá passar temporadas fora do país, especialmente nos Estados Unidos, onde já morou anteriormente, no período em que atuou no processo de internacionalização do Uninta. Também há conversas de que essas ausências poderiam estar relacionadas à busca por regularização permanente no país norte-americano, o chamado Green Card.
Se a versão revelada por Oliveira Domingos se confirmar, Sobral pode estar diante de uma situação inusitada: uma eleição para a presidência da Câmara em que o titular assume sabendo que poderá se afastar com frequência, enquanto o acordo político já deixaria preparado quem vai “experimentar o gosto” de presidir a Casa do Povo em seu lugar.
A questão que fica é simples: a presidência da Câmara de Sobral está sendo tratada como compromisso institucional com a cidade ou como peça de acomodação dentro de um acordo político?
A Câmara Municipal não é extensão de projeto pessoal, nem espaço para arranjos de conveniência. É a Casa do Povo. E quem se dispõe a comandá-la precisa estar presente, disponível e comprometido com os desafios do Legislativo.
A “verdade” dita por Oliveira Domingos, portanto, não apenas revela bastidores. Ela levanta uma pergunta incômoda: quem, de fato, vai presidir a Câmara de Sobral no biênio 2027/2028?



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