Juiz manda operadora identificar perfis de disparos em massa contra Ciro Gomes
O juiz eleitoral Wilker Macêdo Lima, do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), determinou nesta semana que a operadora Claro identifique, em até cinco dias, os números de telefone que estariam realizando disparos em massa no WhatsApp contra o pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB).
Segundo a decisão, os números investigados teriam sido usados para divulgar montagens com informações falsas ou descontextualizadas. Entre os conteúdos citados estão peças que associam Ciro ao deputado federal André Fernandes, além de menções a supostas fraudes ligadas ao Banco Master, escândalo no qual não há qualquer ligação do pré-candidato.
Montagem
Entre as mensagens apontadas na ação, uma delas simula uma conversa entre Ciro e o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio. Em outra peça, Lula e Tasso Jereissati aparecem de forma descontextualizada, numa tentativa de reforçar ataques misóginos.
Disparos em massa
A decisão também destaca que as mensagens vêm recebendo o selo de “encaminhada com muita frequência”, o que indica a execução de disparos em massa com objetivo de desestabilizar a pré-campanha adversária.
Multa
O juiz determinou ainda que as linhas telefônicas utilizadas para os disparos cessem imediatamente o envio, o encaminhamento, a replicação ou o compartilhamento das mensagens. Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 5 mil por cada ato.
A medida busca conter a disseminação de desinformação no ambiente digital e reforça a atuação da Justiça Eleitoral no combate ao uso irregular de aplicativos de mensagens durante o período pré-eleitoral.
Por Carlos Mazza, no Jornal O Povo



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