Conta de energia deve aumentar 8,6% em 2026
A 2º edição do boletim InfoTarifas, divulgado nesta sexta-feira (12/6), pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mostra que a tarifa média de energia elétrica brasileira deve subir para 8,6% em 2026. O valor percentual supera a inflação prevista para o ano.
Para as estimativas, as previsões são de alta de 4,9% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e 5,8% o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M). A tarifa cobrada para as residências, identificada no setor como B1, sem os impostos, deve alcançar o valor de R$ 851 por megawatt-hora (MWh) consumido. Neste valor estão contidas as alíquotas médias de ICMS (17,3%) e PIS/Confins (5,2%).
O aumento no valor da conta de luz é oriundo principalmente pelos custos financeiros do setor e encargos. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) que é um fundo com o objetivo de custear descontos nas tarifas e programas sociais terá três pontos percentuais no reajuste médio do Brasil.
A infraestrutura das distribuidoras também influenciam neste fato. A projeção da Aneel é de 15 revisões de tarifas em 2026. Nessas análises, são reavaliados os investimentos feitos pela empresa, conhecidos como Base de Remuneração Regulatória (BRR).



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